4 de novembro de 2019

Exportação milho e soja do Brasil supera estimativas no ano, diz Anec

As exportações brasileiras de soja e milho do Brasil ficarão acima das expectativas em 2019, disse nesta sexta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), após fortes embarques em outubro e perspectivas de boas vendas externas em novembro.

De janeiro a outubro, o Brasil embarcou 33,4 milhões de toneladas de milho, segundo dados da Anec, após registrar exportação de 5,3 milhões de toneladas em outubro.

Com o volume programado de 3,3 milhões de toneladas para novembro, os embarques do cereal no ano devem superar as 35 milhões de toneladas projetadas.

“Vamos rever nossas estimativas”, disse o assistente executivo da Anec, Lucas de Brito, acrescentando que a associação ainda não dispõe de uma nova projeção.

No caso da soja, a exportação até outubro já somou 65,5 milhões de toneladas. Com a expectativa de embarcar 4,1 milhões de toneladas em novembro, o volume previsto para o ano também deve ser superado.

A Anec não deu mais detalhes sobre os motivos dos embarques acima do esperado.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, e o segundo em milho, cuja safra brasileira foi recorde.

Integrantes do mercado citaram bons volumes de compras do produto do Brasil em outubro, especialmente da China, apesar de o país estar com demanda relativamente menor por conta do impacto da peste suína africana.

Preço médio do milho (base Campinas) mantém  R$ 41,86

A semana chega ao fim com estabilidade para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações máximas de 0,75 pontos negativos nesta sexta-feira (01).

O vencimento dezembro/19 foi cotado à US$ 3,89 com desvalorização de 0,75 pontos, o março/20 valeu US$ 3,98 com queda de 0,25 pontos, o maio/20 foi negociado por US$ 4,04 com perda de 0,25 pontos e o julho/20 teve valor de US$ 4,10 com estabilidade.

Esses índices representaram queda, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,26% para o dezembro/19 e estabilidade para o março/20, maio/20 e julho/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (25), os futuros do milho acumularam ganhos de 0,78% no dezembro/19, 0,25% para o março/20 e 0,24% para o julho/20, além de estabilidade para o maio/20, na comparação dos últimos sete dias.

Segundo informações da Agência Reuters, os preços do milho gaguejaram, já que o mercado continua sustentado por um ritmo lento da colheita nos Estados Unidos e uma tempestade de inverno nesta semana que trouxe neve para as planícies centrais e oeste do meio-oeste americano.

“Entre as pressões de colheita e venda de grãos nas últimas semanas, o mercado está lutando para encontrar elementos para alimentar as altas agora”, disse Ted Seifried, estrategista-chefe de mercado agrícola do Zaner Group.

A IEG Vantage elevou suas estimativas de produção de milho nos EUA em 0,7% a partir de outubro, atingindo 13,792 bilhões de bushels (5,8 bilhões de toneladas), com base nos aumentos esperados na produção de milho, que agora estima em 168,5 bushels por acre (176,26 sacas por hectare).

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou ontem à tarde que os agricultores receberam uma média de US$ 3,80 por bushel de milho em setembro, que teve uma alta de 13 centavos a menos que em agosto, mas foi 40 centavos a mais em relação ao ano anterior.

E hoje, o departamento divulgou seu relatório de previsão de safras para 2020, que inclui cerca de 94,5 milhões de acres (38,2 milhões de hectares) de milho na próxima primavera. O relatório também espera que a produção média de milho atinja 178,5 bushels por acre (186,7 sacas por hectare) no próximo ano, o que criaria uma safra gigantesca totalizando 15,545 bilhões de bushels (6,5 bilhões de toneladas).

Fonte: Reuters

 

4 de novembro de 2019

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